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CAPÍTULO 4 - Questões
27 a 34
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27
– Demonstrar que 30 | (n5 – n)
Solução:
n5 – n = n(n4 – n) = n(n2 – 1)(n2
+ 1) = n(n + 1)(n –1)(n2 + 1).
n(n + 1) é múltiplo de 2 conforme exercício 5, letra (a).
Portanto: n(n + 1)(n + 2) (n2 + 1)
é múltiplo de 2.
n(n + 1)(n – 1) é múltiplo de 3.
Temos n = 3k ou n = 3k + 1 ou n = 3k + 2.
Se n =
3k, n é múltiplo de 3 è n(n + 1)(n – 1) é múltiplo de 3.
Se n = 3k + 1, n – 1 = 3k
+ 1 – 1 = 3k , n – 1 é múltiplo de 3 è n(n + 1)(n – 1) é múltiplo de 3.
Se n = 3k + 2, n + 1 = 3k +
3 = 3(k + 1) , n + 1 é múltiplo de 3 è n(n + 1)(n – 1) é múltiplo de 3.
n(n +
1)(n – 1)(n2 + 1) é múltiplo de 5.
Temos n = 5k, ou n = 5k + 1, ou n = 5k + 2 ou n = 5k + 3 ou n = 5k + 4.
Se n =
5k, n é múltiplo de 5 è n(n + 1)(n – 1)(n2 + 1) é múltiplo
de 5.
Se n = 5k + 1, n – 1 =
5k, n – 1 é múltiplo de 5 è n(n + 1)(n – 1)(n2 + 1) é múltiplo
de 5.
Se n = 5k + 2, n2 + 1 = 25k2 + 20k + 4 + 1 = 5(5k2 +
2k + 1) è n2 + 1 é múltiplo de 5 è n(n + 1)(n – 1)(n2 + 1) é múltiplo
de 5.
Se n = 5k + 3 , n2 + 1 = 25k2 + 30k + 9 + 1 = 5(5k2 +
6k + 2) è n2 + 1 é múltiplo de 5 è n(n + 1)(n – 1)(n2 + 1) é múltiplo
de 5.
Se n = 5k + 4, n + 1 = 5k + 4 + 1 = 5k + 5 = 5(5k + 1) è n + 1 é múltiplo de 5 è n(n + 1)(n – 1)(n2 + 1) é múltiplo
de 5.
Pelo
visto acima, qualquer que seja n, n
(n + 1)(n – 1)( n2 + 1) = n5 - n é múltiplo de
2, de 3 e de 5. Portanto é também múltiplo de 2.3.5 = 30.
Assim, 30 | (n5 – n). Cqd
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28
– Mostrar que, para todo inteiro n, existem inteiros k e r tais que n = 3k + r e r = -1, 0, 1.
Solução:-
Pelo algoritmo da divisão, n
= 3k ou n = 3k + 1 ou n = 3k + 2.
Se n = 3k, r = 0.
Se n = 3k + 1, è r = 1.
Se n = 3k + 2, podemos
escrever n = 3(k’ – 1) + 2 = 3k’ – 3 + 2 = 3k’ – 1 è r = -1.
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29
– Mostrar que (1 + 2 + .
. . + n) | 3(12 + 22 + . . . + n2)
para todo n > 1.
Solução:-
De acordo com o exercício nº 1, letra “a”, capítulo
2, 12 + 22
+ . . . + n2 =
= (n/6)(n + 1)(2n + 1) è 3(12 + 22 + . . . + n2)
= (1/2)(n)(n + 1)(2n + 1).
Mas,
(1/2)n(n + 1) = (1 + 2 + 3 + . . . + n).
Assim, temos 3(12
+ 22 + . . . + n2) = (1 + 2 + 3 + . . . + n)(2n +
1).
Como (2n + 1)(1 + 2 + 3 + . . . + n)
| 3(12 +
22 + . . . + n2)
Cqd.
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30
– Mostre que todo inteiro ímpar, quadrado perfeito, é da forma 4n +
1.
Solução:
n não pode ser par pois n2 seria da forma (2k)2 = 4k2
que também é par.
Portanto, n só pode ser impar para que seu quadrado seja ímpar.
Assim, n é da forma 2k +
1.
Neste caso teremos n2 = (2k + 1) 2 = 4k2
+ 4k + 1 = 4(k2 + k) + 1 o que permite concluir que
n2
é da forma 4n + 1.
Cqd.
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31 – Na divisão de 392 por 45, determinar:
(a)
o maior inteiro que se pode somar ao dividendo sem alterar o quociente.
Solução:- 392 = 45.8 + 32. Como o
maior resto possível é 44, pode-se somar 44 – 32 = 12.
Resposta: 12
(b)
o maior inteiro que se pode subtrair ao dividendo sem alterar o
quociente.
Solução:-
o menor resto possível dessa divisão é zero. Portanto, pode-se
subtrair 32.
Resposta: 32.
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32
– Numa divisão de dois inteiros, o quociente é 16 e o resto 167.
Determinar o maior inteiro que se pode somar ao dividendo e ao divisor
sem alterar o quociente.
Solução:-
Sejam “a” o dividendo e
“b” o divisor. Temos
então: a = 16b + 167 è a – 167 = 16b (1).
O maior valor a ser somado à “a” e à “b” implicaria numa divisão
com resto zero.
Assim
teremos a + x = 16(b + x) è a + x = 16b + 16x (2).
De (1) e (2) podemos obter a + x = a – 167 + 16x è 15x = 167.
Como x deve ser inteiro, o maior valor de x é
11, pois
167 = 11.15 + 2. Portanto, o maior valor que pode ser somado é 11.
Resposta: 11.
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33
– Achar o maior inteiro de quatro algarismos divisível por 13 e o
menor inteiro de cinco
algarismos divisível por 15.
Solução:
(1) O maior inteiro de 9 algarismos é 9999.
Como 9999 = 769.13 + 2, conclui-se que 9999 – 2
= 9997 é o maior número inteiro de quatro algarismos divisível por
13. Resposta: 9997
(2) O menor inteiro de 5
algarismos é 10000.
Como 10000 = 666x15 + 10, resulta que 10000 + 5 =
666x15 + 15
è 10005 = 667 x 15. Portanto, o menor número
de 5 algarismos divisível por 15 é 10005. Resposta: 10005.
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34
– Achar um inteiro de quatro algarismos, quadrado perfeito, divisível
por 27 e terminado em 6.
Solução:- Se a, b, c ... são fatores
primos, os expoentes desses fatores devem ser pares para serem quadrados
perfeitos.
Como 27 = 33, deve-se ter pelo menos mais um 3 como fator.
Portanto, o número deve ser múltiplo de 27 x 3 ou de 81. Para que o número
termine em 6, devemos multiplicar 81 por um quadrado (pois 81 já é
quadrado), terminado em 6 pois 81 termina em 1.
Assim, temos as possibilidades 81 x 16 = 1296 e 81 x 36 = 2916.
Se o número tivesse 6 fatores iguais a 3, ele deveria ser múltiplo de
729. Para que terminasse em 6, deveriamos ter 729 x a, com a terminado
em 4. Como os menores quadrados terminados em quatro são 4 e 64, teríamos
729 x 4 =
2916 e 729 x 64 = 46656 que tem 5 algarismos.
Para 8
fatores iguais a 3, o número deveria ser múltiplo de 6561 = 38. Para
que o número terminasse em 6, deveriamos ter 6561 x a, com a terminado
em 4. Como os menores quadrados terminados em quatro são 4 e 64, teríamos
6561 x 4 = 26244 que contém cinco algarismos.
Para 10 fatores iguais a 3, teríamos 310 > 10000, que terá mais de
4 algarismos.
Portanto, os únicos números são 1296 e 2916. Resposta: 1296 e 2916.
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Editado por Cesário José Ferreira
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